Através da Agência Lusa.
A candidata da coligação Avançar Coimbra (PS/Livre/PAN) à Câmara de Coimbra propôs hoje descentralizar as ações culturais pelas freguesias rurais, melhorar a acessibilidade dos mais novos à cultura e criar a Casa Comum para as organizações sem instalações.
Em declarações à agência Lusa, após uma visita à Casa do Cinema, dinamizada pela Associação Caminhos do Cinema de Coimbra, que promove a cultura cinematográfica na região, Ana Abrunhosa defendeu a criação de uma rede de itinerância em estreita articulação com as Juntas de Freguesia e as estruturas culturais locais.
“Vamos levar a cultura às freguesias rurais do nosso concelho. Falamos em cinema no largo da Igreja, um concerto de música ou coral na praça principal, por exemplo, ou uma exposição no salão ou num pavilhão da freguesia que reúna condições para o seu acolhimento”, explicou.
A candidata pretende também que a cultura chegue facilmente ao público mais jovem do concelho, salientado que, atualmente, uma das maiores dificuldades é a falta de transporte dos alunos para as atividades, “quer se trate de uma visita a uma exposição ou a um museu ou assistir a um espetáculo de teatro ou sessão de leitura de contos”.
A antiga ministra da Coesão Territorial, que já liderou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, garantiu que vai assegurar que “esse transporte dedicado seja uma realidade, encontrando uma solução para o efeito, funcional e eficaz”.
Caso seja eleita, Ana Abrunhosa mostrou-se disponível para implementar o cartão da cultura para os estudantes, como sugerido pela Associação Académica de Coimbra (AAC), para permitir os estudantes de fora do concelho “ter uma vida cultural e um envolvimento maior com Coimbra”.
No plano cultural, a candidata propõe ainda o alargamento do período de apoio aos organismos que integram o associativismo, para permitir uma maior previsibilidade e um planeamento mais seguro da sua atividade permanente e o aperfeiçoamento do regulamento de apoios pontuais, para melhorar a eficácia da sua aplicação.
A cabeça de lista da coligação Avançar Coimbra projeta também a criação da Casa Comum para dar resposta às associações culturais sem espaço físico para desenvolver a sua atividade, “sem prejuízo de uma política de otimização dos equipamentos que existem, permitindo a sua mais eficaz ocupação e utilização”.
“Vamos instalar a Casa Comum, para dar resposta a um conjunto de necessidades há muito verbalizadas por vários organismos e associações”, sublinhou.
Na política cultural, a candidata pretende fomentar a vivência do espaço público, com a ocupação de praças e jardins, além de manter o apoio à Ano Zero – Bienal de Coimbra e dar continuidade ao projeto do Centro de Arte Contemporânea, com a qualificação de toda a área abrangida.
A antiga governante avançou ainda com a recuperação da Casa da Escrita e o seu regresso “à vocação original”, a intenção de construir o Museu da Cidade, promover uma ocupação “arrojada e cosmopolita” do edifício da Estação Nova, em plena Baixa de Coimbra, e melhorar a comunicação entre agentes culturais e organizadores para evitar sobreposição de eventos em espaços muito próximos.


